Economista Ricardo Amorim fala sobre o que a indústria precisa fazer para inovar

 Ricardo Amorim afirmou que a Federação das Indústrias de Minas Gerais se destaca pelo programa de aceleração de startups

Aconteceu ontem (23) na FIEMG o evento “A Indústria Mineira na Quarta Revolução Digital”. Durante a atividade, Ricardo Amorim – economista, debatedor do Manhattan Connection e sócio de startups – falou sobre os desafios enfrentados pela indústria para inovar e acompanhar a velocidade da transformação digital.

“A gente acha que só está mudando na nossa vez. Sempre mudou. O que tem de diferença é que a quantidade das mudanças, o ritmo das mudanças, é maior”, disse em referência ao comportamento de muitos empreendedores.

Para solucionar a questão, o economista alegou que é preciso inovar, mas que somente ter boas ideias não basta. “Inovação sempre começa na nossa cabeça. O problema é que, em muitos casos, as pessoas deixam ela na cabeça. E aí não é inovação, não passa de uma ideia. Uma das primeiras coisas que você precisa fazer se você tiver uma boa ideia é: converse com o maior número possível de pessoas sobre seu plano, porque elas vão melhorar a sua ideia”, afirmou.

Amorim disse ainda que é preciso criar um ecossistema forte para que um pensamento se torne um negócio de valor. Para isso, exemplificou o comportamento da empresa de tecnologia Apple que comercializa smartphones e que estimula o desenvolvimento de aplicativos por parte dos desenvolvedores para que os celulares da marca se tornem mais caros e mais valiosos.

Sobre o fato de a FIEMG ser pioneira nas Federações de Indústrias do Brasil na criação do FIEMG Lab Novos Negócios, programa de aceleração de startups, Amorin disse que o fato é positivo e que o país deveria ter mais iniciativas em relação às empresas de base tecnológica. “Eu acho que tem uma boa e uma má notícia [em relação ao pioneirismo da FIEMG]. A boa notícia é que sim, Minas Gerais e a FIEMG estão à frente do resto do Brasil. A má notícia é que é um absurdo que o Brasil inteiro não tenha esses programas de aceleração”, concluiu.