Multinacionais movem a inovação global impulsionadas pela cultura startup

A inovação corporativa tem sido muito debatida nas empresas. Estratégias para entender as tendências globais e acompanhar a transformação digital têm sido discutidas pelos principais setores da indústria global.

Para ajudar nesse processo de compreensão, a GE lançou a edição 2018 do Barômetro de Inovação Global. Durante a pesquisa, mais de dois mil executivos de 20 países responderam a questionamentos sobre oportunidades e adversidades para inovar.

Tecnologia disruptiva

Perguntados sobre qual tecnologia mais impactará a indústria, 63% acreditam que a impressora 3D será a que trará mais resultados positivos, aumentará a criatividade e levará novos produtos para o mercado com mais velocidade.

Desafios para inovar

Os executivos entendem que o maior desafio para inovar está na falta de trabalho qualificado. Para eles, ter uma equipe com habilidades e talentos voltados para a inovação é fundamental para o sucesso de um novo projeto.

Falta de investimentos, dificuldade de alcançar um mercado mais amplo para as novidades já desenvolvidas e necessidade de arriscar para ter sucesso são outros fatores que têm dificultado a inovação corporativa.

Quem traz inovação para o mercado

De acordo com 23% dos entrevistados, as multinacionais são as responsáveis por conduzir a inovação. Em segundo lugar, com 18% das respostas, estão as grandes empresas com sede nos países.

Tais dados apontam uma mudança grande no cenário pois, em 2014, as PMES eram apontadas como as principais propulsoras das novidades (alcançaram o primeiro lugar com 22% das respostas). Hoje, elas ocupam a quinta posição no ranking, representando apenas 11% da lembrança.   

Inovação das startups

A percepção dos executivos em relação ao papel das startups na inovação não sofreu grandes alterações. Em 2014, 20% dos líderes enxergavam que os novos modelos de negócios eram os responsáveis pela inovação e em 2018, a resposta veio de 18%.

Startups x Grandes Empresas

O fato de as multinacionais e grandes empresas terem sido vistas como o motor da inovação na pesquisa realizada neste ano não significa que o “modelo startup” tenha sido superado. Pelo contrário.

Muitos acreditam que a cultura startup, tão desejada pelas grandes corporações, tenha sido de alguma forma assimilada pelas empresas tidas como tradicionais. Em 2016, 81% dos executivos disseram ver nas startups uma forma de se reinventar e acompanhar a velocidade das transformações digitais. E aparentemente eles se apoiaram nelas para encontrar o caminho da inovação

Na própria GE este conceito foi assimilado e passou a ser conhecido como “FastWorks”, onde soma transparência e flexibilidade.

Barômetro da Inovação GE 2018 2014 2018
Multinacionais 19% 23%
Grandes empresas (mais de 250 funcionários) com sede no país 14% 18%
Startups e empreendedores individuais 20% 18%
Universidades e centros de pesquisa 11% 12%
Pequenas e médias empresas (de 10 a 250 funcionários) 22% 11%
Órgãos governamentais e entidades públicas em nível nacional 9% 9%
Empresas públicas 1% 5%
Entidades públicas em nível regional ou municipal 3% 2%