Pequenas joalherias e designers independentes ganham mercado no exterior

O Brasil, considerado o maior parque industrial joalheiro da América Latina, está em processo de retomada de exportações de joias e gemas após um período de recessão vivenciado pela crise internacional de 2010.

Com um mercado nacional dominado por pequenas empresa e designers independentes, o país tem, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), 1200 indústrias de joias no país, sendo que aproximadamente 150 delas tem presença no exterior.

Ainda segundo a organização, esse mercado é dominado por pequenas empresas – normalmente de origem familiar – que, com inovação e criatividade, projetam os produtos brasileiros e os fazem ter grande apelo no exterior, assim como as gemas nativas, que são um atrativo à parte.

Desafios de Internacionalização

Programas de aceleração de startups como o FIEMG Lab ajudam empreendedores nacionais a ganhar mercado internacional. Com mentorias, atividades de conexões, incentivos financeiros, missões internacionais e tantas outras atividades, as pequenas joalherias atentas aos processos de transformação digital que querem inovar e ganhar mercado, encontram apoio nas aceleradas para minimizar os desafios de vender para o exterior.

Outro apoiador desses processos é o IBGM que, em parceria com a Apex-Brasil, desenvolver o programa Precious Brazil. O projeto impulsionar os pequenos produtores de joias a comercializar os produtos fora do país e, para isso, os auxilia no processo produtivo, criação do design, posicionamento da marca, qualificação para exportação e participação em feiras e eventos internacionais.

De acordo com o vice-presidente internacional do IBGM, Marcelo Bernardes, as joias brasileiras estão ganhando os mercados nos EUA, Argentina, Chile e Colômbia, mas o maior alvo a ser alcançado – pelos esforços da instituição – é a China.